Junta de Freguesia de Granho

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História da Freguesia do Granho, Concelho de Salvaterra de Magos

Granho é uma freguesia portuguesa do concelho de Salvaterra de Magos, com 28,16 km² de área é, a freguesia mais recente do concelho, tendo sido criada a 23 de Maio de 1988. Fica situada na cota mais elevada que se estende da foz da ribeira da Lamarosa até à ribeira de Muge.

A freguesia do Granho, situada no concelho de Salvaterra de Magos, integra-se plenamente na paisagem histórica, cultural e humana do Ribatejo, uma região profundamente marcada pela relação entre o Homem e o rio Tejo. A sua história confunde-se com a ocupação antiga das lezírias, com o aproveitamento agrícola das terras férteis e com os ritmos impostos pelas cheias, pela agricultura e pela vida rural.

Embora não existam registos abundantes que permitam fixar com exatidão o momento da fundação do Granho, a ocupação humana do seu território remonta a tempos muito antigos. A proximidade do rio Tejo e das suas várzeas férteis tornou esta zona atrativa desde a Pré-História. Mais tarde, durante o período romano, toda a região ribatejana foi intensamente explorada do ponto de vista agrícola, integrando-se em rotas comerciais e de abastecimento que ligavam o interior à cidade de Olisipo (Lisboa).

É muito provável que, na área onde hoje se encontra o Granho, tenham existido pequenos núcleos rurais dispersos, dedicados à agricultura e à pastorícia. Após a queda do Império Romano e durante a ocupação muçulmana da Península Ibérica, a região manteve a sua importância agrícola, beneficiando de técnicas de rega e organização do território herdadas desse período.

Pertenceu durante séculos à Casa Cadaval que só no final do século XIX iniciou os aforamentos. O seu povo fez a sua História que com muito esforço e muita luta desbravou matos e cultivou a terra, é uma freguesia em franco desenvolvimento.

Os seus terrenos pertenciam à Casa Cadaval, prestigiada Casa Agrícola que absorvia toda a mão-de-obra desta população. Caracterizada por uma forte componente agrícola, onde a orizicultura teve um papel principal, o Granho foi ganhando contornos. Apesar de não haver imponentes monumentos, o Granho fez-se a si próprio. O Povo construiu a sua história com muito esforço e luta, desbravou matos e arroteou terras. O Granho surgiu com pessoas vindas de Muge e das aldeias vizinhas. Os restantes habitantes eram do Norte, de origem Beirã, mais conhecidos por «Caramelos» e «Barrões», contratados pela Casa Cadaval para virem trabalhar na sua herdade, e depois por cá ficavam. As primeiras pessoas a habitar o lugar do Granho foram, segundo informações prestadas, os Senhores António dos Santos Chainça, João Júnior e Manuel dos Santos. Não existiam estradas e os habitantes do Granho caminhavam por carreiros ou trilhos, por onde passavam os animais e as rodas dos carros de bois. Os terrenos estavam cobertos de matagais e silvados, os meios de transporte não existiam e as pessoas deslocavam-se a pé ou de burro.

A história do Granho é a história dos seus habitantes. Não há datas importantes a fixar, nem se faz ideia de quando para lá foram os primeiros moradores. Terá acontecido há muito tempo, gente humilde que desbravou os matos e cultivou as parcelas de terra arável. O nome de Granho tem origens remotas que se desconhecem.

Um dos momentos altos do Granho são as festas em honra de Nossa Senhora de Fátima, que têm lugar no último fim-de-semana de Julho.

Com a Reconquista Cristã, o território passou definitivamente para o domínio cristão no século XII. A partir dessa altura, começaram a consolidar-se os povoados rurais, frequentemente associados a explorações agrícolas, herdades e pequenos aglomerados populacionais. O Granho desenvolveu-se como uma povoação ligada ao aproveitamento das terras baixas e alagadiças, tirando partido da fertilidade dos solos.

Durante a Idade Média, estas terras estiveram sob a influência de senhores laicos e eclesiásticos, integrando redes de domínio senhorial comuns na região do Ribatejo. A vida era dura e fortemente dependente da natureza: as cheias do Tejo tanto fertilizavam os campos como causavam destruição, obrigando a população a uma constante adaptação.

A partir dos séculos XV e XVI, com a consolidação do Reino de Portugal, o Ribatejo ganha ainda maior relevância económica. A proximidade de Salvaterra de Magos à Corte — que ali se instalava frequentemente devido à abundância de caça — trouxe algum dinamismo à região. Embora o Granho mantivesse um caráter eminentemente rural, beneficiou indiretamente dessa proximidade, fornecendo produtos agrícolas e mão de obra.

As lezírias tornaram-se essenciais para a produção de cereais, criação de gado e, mais tarde, para o desenvolvimento da cultura do arroz. O trabalho agrícola moldou profundamente a identidade do Granho, criando uma comunidade unida, resistente e profundamente ligada à terra.

No século XIX, com as reformas administrativas e a reorganização do território, o Granho foi afirmando a sua identidade como freguesia. A agricultura continuou a ser a base da economia local, com destaque para a produção de arroz, milho e outros produtos típicos das zonas ribeirinhas.

O século XX trouxe mudanças significativas: melhorias nas vias de comunicação, algum êxodo rural e uma lenta modernização das práticas agrícolas. Apesar disso, o Granho manteve um forte sentido comunitário, preservando tradições, festas religiosas e costumes ligados ao calendário agrícola.

A igreja paroquial e as festividades em honra do Santo Padroeiro, bem como outras manifestações religiosas e culturais, continuaram a desempenhar um papel central na vida social da freguesia, funcionando como pontos de encontro e afirmação da identidade coletiva.

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Hoje, o Granho é uma freguesia que conjuga tradição e modernidade. Embora muitos dos seus habitantes trabalhem fora da freguesia, a ligação à terra e à história permanece viva. A paisagem das lezírias, o Tejo como presença constante e a memória do trabalho agrícola continuam a definir o carácter do Granho.

A freguesia integra-se ativamente no concelho de Salvaterra de Magos, contribuindo para a preservação da identidade ribatejana, marcada pelo respeito pela natureza, pela cultura rural e pelo orgulho nas suas raízes históricas.

Brasão:
Escudo de ouro, corneta de vermelho cordoada de azul; em ponta, arado de vermelho com aiveca, sega, maço e corrente de negro; em orla, rosário de azul. Coroa mural de prata de três torres. Listei branco, com a legenda a negro: «GRANHO».

Bandeira:
Fundo azul. Cordão e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro.

Elevação de Granho a Freguesia

História Administrativa

Como aconteceu

A história administrativa do Granho reflete a evolução natural de uma comunidade rural que, ao longo do tempo, foi ganhando identidade própria, organização social e importância no contexto local do concelho de Salvaterra de Magos. A sua elevação a freguesia constituiu um marco significativo na afirmação do Granho enquanto comunidade autónoma e estruturada.

A localidade do Granho foi elevada à categoria de freguesia no ano de 1988, tornando-se uma entidade administrativa autónoma dentro do concelho de Salvaterra de Magos.

A freguesia do Granho foi criada pela Lei n.º 70/88, de 23 de maio de 1988, publicada no Diário da República. Esta lei determinou que lugares que até então faziam parte da freguesia de Muge fossem desanexados para constituir a nova freguesia do Granho.

Esta criação fez do Granho a freguesia mais recente do município de Salvaterra de Magos, junto com outras freguesias que também ganharam autonomia na mesma altura, como Marinhais e Glória do Ribatejo.

Antes de 1988, o território que hoje forma a freguesia do Granho era parte da freguesia de Muge. O Granho tinha uma história ligada à agricultura e ao trabalho rural nas terras da lezíria, e a sua população vinha reivindicando ao longo dos anos maior autonomia administrativa para responder às necessidades locais de forma mais direta e eficaz.

A criação oficial da freguesia significou que o Granho passou a ter órgãos próprios de administração local, como a Junta de Freguesia e a Assembleia de Freguesia, com competência para gerir assuntos comunitários, associar-se às necessidades dos moradores e representar a população no concelho.

Em virtude da reorganização administrativa de freguesias decretada em 2013, a freguesia do Granho foi agregada com a freguesia vizinha de Glória do Ribatejo, formando a União das Freguesias de Glória do Ribatejo e Granho através da Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro

Posteriormente, esta agregação foi revertida: em 14 de março de 2025, pela Lei n.º 25-A/2025, as freguesias que haviam sido unidas foram novamente restauradas às suas características iniciais, o que permitiu que a freguesia do Granho voltasse a existir como freguesia autónoma.

Assistente Junta de Freguesia de Granho

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